A Reserva Bicudinho-do-brejo foi criada por um motivo muito especial!
Em 1995, para total surpresa dos pesquisadores de aves, foi observado pela primeira vez um pequeno pássaro que era desconhecido da ciência.

Uma espécie nova descoberta no litoral do Estado do Paraná, entre as casas de veraneio. Uma bela surpresa, entretanto, a espécie foi descrita e logo após já foi reconhecida oficialmente como ameaçada de extinção. Os biólogos envolvidos na descoberta e descrição do bicudinho-do-brejo nunca deixaram de trabalhar pela conservação dessa ave e anos mais tarde descobriram um lugar maravilhoso que abriga a maior área contínua de distribuição do pássaro. Nesse lugar, no interior da baía de Guaratuba no Paraná, eles adquiriram uma pequena área de tem o objetivo de conservar a natureza.

A região é conhecida como Lagoa do Parado e sua importância biológica é tão significativa que em 2017 a baía de Guaratuba recebeu um título internacional importantíssimo!

Agora a região é uma “Área Úmida de Importância Internacional” ou “Sítio Ransar. A criação de uma reserva e a manutenção dela, não é nada fácil, especialmente em um país que não valoriza esse tipo de ação. Mas a paixão por essa causa é tão grande que várias estratégias estão sempre sendo conduzidas para que esse patrimônio natural e extrema beleza cênica continue existindo!

No momento, arte e conservação da natureza estão unidas e exposições foram realizadas envolvendo mais de 70 artistas. Junte-se a essa causa e participe do “Caneca Solidária” do CONTAF, que esse ano vai ajudar a Reserva Bicudinho-do-brejo!

Saiba mais:
Campanha "SOS Reserva Bicudinho-do-brejo"
Perfil da Reserva
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Rio Cubatão - Caminho para a Reserva.jpgBicudinho do Brejo fêmea.jpgBicudinho do Brejo macho.jpgFolder.jpg


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Sobre a Reserva e o pássaro

Nome comum: Bicudinho-do-brejo

Nome científico: Formicivora acutirostris.

Família: Formicariidae.

Categoria de ameaça de extinção: em perigo.

Principais ameaças: perda de ambientes de vida pela invasão de capins africanos e mudança climática.

Ambiente de vida: brejos, brejos misturados com manguezais e brejos misturados com caxetas e guanandis.

Sistema de vida: vive em casal defendendo o território ao longo do ano.

Distribuição geográfica: litoral sul do Paraná, parte do litoral de Santa Catarina e litoral norte do Rio Grande do Sul.

Estimativa global de área de ocupação: 5.480 hectares.

Estimativa do tamanho da população global: 7.511 indivíduos.

Alimentação: pequenos insetos e artrópodes (moscas, cigarras, mariposas, aranhas, gafanhotos, caranguejos).

Idade máxima de vida conhecida: 16,2 anos.

Período de postura dos ovos: agosto a fevereiro.

Idade mínima de postura: oito meses. Número de ovos por ninho: 02.

Tempo médio de incubação dos ovos: 13 dias.

Idade dos filhotes quando saem do ninho: 08 a 09 dias de vida.

Idade dos filhotes quando se tornam independentes: 7 a 9 semanas de vida.

Número máximo de filhotes possíveis de produzir por ano: 04.

Tipo de ninho: pequena cesta de palhas secas unidas com teias de aranhas e presa em ervas e arvoretas a pouca altura (normalmente a menos de 1 metro sobre o solo).

Maior causa de perda de ninhos: predação, alagamento pelas marés altas e tombamento pelo vento.

Tempo que o projeto Bicudinho-do-brejo está ativo: 22 anos.

Ano da criação da Reserva Bicudinho-do-brejo: 2009.

Tamanho: cerca de 40 hectares.

Proprietários: Christoph Hrdina, Iracema Suassuna, Bianca Luiza Reinert, Ricardo Belmonte-Lopes e Marcos Ricardo Bornschein.

Localização: Lagoa do Parado, município de Guaratuba, Litoral do Paraná.

Tipos de vegetação: brejo, floresta alagada, floresta de baixada, floresta de encosta e capoeiras.

Número de espécies da fauna registradas: 293 espécies de aves, 33 espécies de mamíferos, 17 espécies de répteis (1 jacaré, 6 lagartos e 10 cobras), 14 espécies de anfíbios e 15 espécies de moluscos.

Número de espécies ameaçadas de extinção registradas: 12.

 

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